Durante muito tempo, a aplicação da Inteligência Artificial no marketing de performance esteve quase exclusivamente associada à automação de bidding, com algoritmos capazes de ajustar lances, redistribuir orçamento e maximizar eficiência de mídia em tempo real. Esse avanço foi decisivo para a maturidade do ecossistema digital, mas ele não responde sozinho ao principal desafio atual da performance: capturar atenção em um ambiente saturado de mensagens repetitivas.

É nesse ponto que a IA Generativa aplicada à criação de ativos criativos tem se instituído como o grande vetor de vantagem competitiva.

Da eficiência de mídia à relevância criativa

O bidding determina quem aparece. O criativo determina quem é clicado.
Em mercados cada vez mais concorridos, a eficiência do lance perde impacto quando a mensagem não é percebida como relevante.

Isso fica claro quando a Adobe relata que 86% dos profissionais criativos globais já utilizam IA Generativa em seus fluxos de trabalho (Adobe Creators’ Toolkit Report 2025), sobretudo para acelerar a produção e ampliar a quantidade de variações criativas testadas simultaneamente. O dado reflete uma mudança estrutural: a criatividade passa a operar em lógica de sistema, não mais de peças isoladas.

O que é Creative Automation com IA Generativa

Creative Automation consiste na criação de ecossistemas criativos modulares, nos quais textos, imagens, vídeos, cores e CTAs podem ser recombinados automaticamente a partir de regras estratégicas e sinais de dados.

Com IA Generativa, esse modelo evolui para:

 Benchmark de mercado

Relatórios de performance, como os da Mixflow.AI, indicam que campanhas que utilizam IA Generativa na criação de anúncios registram aumentos médios de até 47% no CTR e melhorias de até 28% na taxa de conversão, quando comparadas a campanhas com criativos estáticos tradicionais.

Esses ganhos não vêm do “efeito novidade”, mas da capacidade de adaptar mensagens em escala, algo inviável manualmente. É nesse sentido que a IA generativa entra como aliada.

Personalização em escala como vantagem competitiva

Antes da IA, personalização significava segmentar públicos.
Agora, significa adaptar a mensagem dentro do mesmo público, respeitando nuances de comportamento, intenção e momento.

A IA Generativa permite, por exemplo:

Tudo isso sem multiplicar custos de produção.

Estudos de martech (GumGum, 2025)  mostram que anúncios com alto alinhamento contextual reduzem a fadiga criativa e sustentam performance por mais tempo, especialmente em campanhas always-on.

Impacto direto e mensurável nas métricas de performance

Os efeitos da automação criativa com IA aparecem de forma consistente em métricas-chave:

 Case de benchmark

A IBM reportou que, ao utilizar IA Generativa para criar mais de 1.000 variações de anúncios personalizados, obteve um engajamento até 26 vezes maior em comparação com campanhas tradicionais. O ganho veio não do aumento de investimento em mídia, mas da otimização criativa em escala.

Benchmarks e exemplos por plataforma

Meta (Facebook e Instagram)

A Meta divulgou que campanhas que utilizaram imagens e textos gerados ou adaptados por IA apresentaram +11% de CTR e +7,6% de conversões.

Hoje, milhões de anunciantes já utilizam ferramentas como Advantage+ Creative, que reforçam a tendência de criativos dinâmicos orientados por dados.

Google Ads

O Google tem investido fortemente em IA Generativa para anúncios responsivos e formatos imersivos. Testes com ativos criativos adaptativos mostram maior cobertura de inventário, melhor adaptação ao contexto de busca e ganhos incrementais em performance quando combinados com automação de mídia.

O foco deixa de ser “qual peça subir” e passa a ser “qual narrativa performa melhor para cada intenção”.

TikTok

O próprio TikTok (TikTok for Business, 2026) indica que usuários demonstram maior receptividade a experiências criativas dinâmicas e personalizadas, especialmente quando o conteúdo se adapta ao comportamento de consumo e ao estilo nativo da plataforma.

Campanhas que combinam volume criativo + adaptação rápida tendem a performar melhor do que peças altamente produzidas, porém estáticas.

IA não substitui criatividade, amplifica estratégia

Um estudo conduzido por Meguellati et al. (2025), intitulado “LLM-Generated Ads: From Personalization Parity to Persuasion Superiority”, demonstra que anúncios criados com apoio de modelos generativos podem alcançar eficácia persuasiva equivalente — e, em alguns casos, superior — à criação exclusivamente humana, desde que exista direção estratégica, curadoria e governança de marca.

O papel da agência de performance, portanto, não diminui. se transforma. A IA executa em escala; a agência define o sistema, a estratégia e os critérios de sucesso.

Muito além do bidding: performance é relevância

À medida que o leilão se torna mais competitivo, o criativo assume o protagonismo da performance. Não basta aparecer: é preciso conectar, engajar e converter.

A IA Generativa aplicada à criação de ativos permite que marcas deixem de operar com campanhas estáticas e passem a construir sistemas criativos inteligentes, adaptáveis e orientados a resultados.

No novo cenário da performance, vence quem comunica melhor. A F5 Ads aplica creative automation com IA generativa para escalar criativos inteligentes, personalizados e orientados por dados. Se a sua marca precisa transformar relevância em resultados consistentes, este é o momento de evoluir sua estratégia de performance com a F5 Ads.

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