{"id":217657,"date":"2026-05-07T11:37:52","date_gmt":"2026-05-07T14:37:52","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.f5ads.com.br\/?p=217657"},"modified":"2026-05-07T11:37:52","modified_gmt":"2026-05-07T14:37:52","slug":"midia-em-games-o-canal-que-as-marcas-ainda-ignoram","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.f5ads.com.br\/index.php\/midia-em-games-o-canal-que-as-marcas-ainda-ignoram\/","title":{"rendered":"M\u00eddia em games: o canal que as marcas ainda ignoram"},"content":{"rendered":"Durante d\u00e9cadas, o planejamento de m\u00eddia seguiu uma l\u00f3gica relativamente previs\u00edvel: concentrar investimentos onde a aten\u00e7\u00e3o parecia mais consolidada; televis\u00e3o, r\u00e1dio, m\u00eddia impressa e, posteriormente, plataformas digitais como redes sociais e buscadores. No entanto, \u00e0 medida que o comportamento do consumidor se fragmenta e a aten\u00e7\u00e3o se torna um ativo escasso, essa l\u00f3gica vem sendo tensionada por novos ambientes que permanecem, em grande parte, subexplorados. Entre eles, o universo dos games se destaca como um dos mais promissores e, paradoxalmente, um dos mais negligenciados.<br \/>Apesar de movimentar uma ind\u00fastria que supera a de cinema e m\u00fasica combinadas, a m\u00eddia em games ainda ocupa um espa\u00e7o t\u00edmido nos planejamentos publicit\u00e1rios de muitas marcas. A quest\u00e3o que se imp\u00f5e n\u00e3o \u00e9 mais se esse canal \u00e9 relevante, mas porque ele ainda n\u00e3o foi plenamente incorporado \u00e0s estrat\u00e9gias de m\u00eddia.<br \/>Uma audi\u00eancia massiva e altamente engajada<br \/>O primeiro equ\u00edvoco recorrente ao analisar o universo gamer \u00e9 trat\u00e1-lo como um nicho. Essa percep\u00e7\u00e3o, herdada de d\u00e9cadas anteriores, ignora a transforma\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica e cultural que os games atravessaram. Hoje, jogar \u00e9 um comportamento transversal, presente em diferentes faixas et\u00e1rias, perfis socioecon\u00f4micos e contextos geogr\u00e1ficos.<br \/>Mais importante do que o tamanho da audi\u00eancia \u00e9 a qualidade da aten\u00e7\u00e3o. Diferente de ambientes onde o consumo \u00e9 passivo ou multitarefa, os games exigem envolvimento ativo, tomada de decis\u00e3o e foco cont\u00ednuo. Trata-se de um dos poucos espa\u00e7os digitais onde o usu\u00e1rio est\u00e1 verdadeiramente imerso.<br \/>Como observa Matthew Ball, investidor e analista de tecnologia, \u201cos games n\u00e3o competem apenas com outras formas de m\u00eddia, eles competem com a pr\u00f3pria ideia de tempo livre\u201d. Essa afirma\u00e7\u00e3o ajuda a dimensionar o n\u00edvel de engajamento que esse ambiente proporciona.<br \/>O paradoxo da aten\u00e7\u00e3o n\u00e3o monetizada<br \/>Se a aten\u00e7\u00e3o nos games \u00e9 t\u00e3o valiosa, por que ainda h\u00e1 uma lacuna significativa de investimento publicit\u00e1rio nesse canal? Parte da resposta est\u00e1 na dificuldade hist\u00f3rica de integrar publicidade sem comprometer a experi\u00eancia do jogador.<br \/>Diferente de feeds sociais ou v\u00eddeos sob demanda, onde a inser\u00e7\u00e3o de an\u00fancios j\u00e1 faz parte da l\u00f3gica de consumo, os games operam sob uma expectativa de imers\u00e3o cont\u00ednua. Qualquer interrup\u00e7\u00e3o mal planejada pode gerar frustra\u00e7\u00e3o e rejei\u00e7\u00e3o imediata.<br \/>Esse desafio, no entanto, vem sendo gradualmente superado por novas abordagens de m\u00eddia, que priorizam integra\u00e7\u00e3o em vez de interrup\u00e7\u00e3o. Formatos como in-game advertising, product placement din\u00e2mico e experi\u00eancias patrocinadas dentro do gameplay est\u00e3o redefinindo o papel da publicidade nesse ambiente.<br \/>Para Rishad Tobaccowala, futurista e ex-estrategista da Publicis, \u201co futuro da comunica\u00e7\u00e3o de marca est\u00e1 menos em interromper e mais em participar\u201d. Nos games, essa m\u00e1xima n\u00e3o \u00e9 apenas desej\u00e1vel, \u00e9 essencial.<br \/>Do invent\u00e1rio \u00e0 experi\u00eancia<br \/>Um dos erros mais comuns ao abordar m\u00eddia em games \u00e9 trat\u00e1-la como uma simples extens\u00e3o de invent\u00e1rio digital. Essa vis\u00e3o reduz o potencial do canal a formatos tradicionais adaptados, ignorando sua capacidade de criar experi\u00eancias \u00fanicas.<br \/>Games n\u00e3o s\u00e3o apenas espa\u00e7os de exposi\u00e7\u00e3o, s\u00e3o ambientes de intera\u00e7\u00e3o. Isso abre caminho para ativa\u00e7\u00f5es que v\u00e3o al\u00e9m da mensagem publicit\u00e1ria, incorporando mec\u00e2nicas de jogo, narrativa e recompensa.<br \/>Marcas que exploram esse territ\u00f3rio de forma estrat\u00e9gica conseguem n\u00e3o apenas impactar, mas engajar profundamente o consumidor. Campanhas que integram desafios, itens virtuais ou eventos dentro do jogo tendem a gerar n\u00edveis de lembran\u00e7a e afinidade significativamente superiores.<br \/>Segundo Philip Rosedale, fundador da Second Life, \u201cos ambientes digitais mais poderosos s\u00e3o aqueles onde as pessoas n\u00e3o apenas consomem conte\u00fado, mas vivem experi\u00eancias\u201d. Essa l\u00f3gica se aplica diretamente ao potencial da m\u00eddia em games.<br \/><br \/><br \/>Dados, mensura\u00e7\u00e3o e o novo paradigma<br \/>Outro fator que contribui para a subutiliza\u00e7\u00e3o desse canal \u00e9 a percep\u00e7\u00e3o de que sua mensura\u00e7\u00e3o \u00e9 limitada. Historicamente, a falta de padroniza\u00e7\u00e3o e transpar\u00eancia dificultou a compara\u00e7\u00e3o com outros meios.<br \/>No entanto, esse cen\u00e1rio est\u00e1 mudando rapidamente. Com o avan\u00e7o das ad techs e a sofistica\u00e7\u00e3o das plataformas de games, j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel acessar m\u00e9tricas detalhadas de visibilidade, intera\u00e7\u00e3o e at\u00e9 impacto em comportamento.<br \/>Al\u00e9m disso, os games oferecem uma vantagem \u00fanica: a capacidade de observar o usu\u00e1rio em um ambiente altamente contextualizado e interativo. Isso permite uma compreens\u00e3o mais profunda de prefer\u00eancias, padr\u00f5es de decis\u00e3o e engajamento.<br \/>Como destaca Cathy Hackl, especialista em metaverso e tecnologias imersivas, \u201cos ambientes virtuais s\u00e3o laborat\u00f3rios comportamentais em tempo real\u201d. Para os anunciantes, isso representa uma oportunidade valiosa de ir al\u00e9m dos indicadores tradicionais.<br \/>A converg\u00eancia com o metaverso<br \/>A discuss\u00e3o sobre m\u00eddia em games tamb\u00e9m se conecta diretamente ao avan\u00e7o do conceito de metaverso. Embora ainda em constru\u00e7\u00e3o, essa vis\u00e3o de ambientes digitais persistentes e interconectados tem nos games seu principal ponto de partida.<br \/>Plataformas como jogos online massivos e mundos virtuais j\u00e1 operam como espa\u00e7os sociais, econ\u00f4micos e culturais. Nesse contexto, a presen\u00e7a de marcas tende a se tornar cada vez mais natural, desde que agregue valor \u00e0 experi\u00eancia.<br \/>Para Jensen Huang, CEO da NVIDIA, \u201co metaverso ser\u00e1 uma evolu\u00e7\u00e3o da internet, e os games s\u00e3o seu prot\u00f3tipo mais avan\u00e7ado\u201d. Essa perspectiva refor\u00e7a a import\u00e2ncia estrat\u00e9gica de entender e ocupar esse territ\u00f3rio desde j\u00e1.<br \/><br \/><br \/><br \/>Barreiras culturais e o desafio das marcas<br \/>Apesar das evid\u00eancias, muitas marcas ainda hesitam em investir em m\u00eddia em games. Parte dessa resist\u00eancia \u00e9 cultural: falta familiaridade com o ambiente, receio de execu\u00e7\u00e3o inadequada e dificuldade de mensurar retorno.<br \/>H\u00e1 tamb\u00e9m um desalinhamento entre a velocidade da ind\u00fastria de games e os ciclos tradicionais de planejamento de marketing. Enquanto o universo gamer evolui rapidamente, muitas organiza\u00e7\u00f5es ainda operam com estruturas r\u00edgidas e pouco adapt\u00e1veis.<br \/>Superar essas barreiras exige n\u00e3o apenas investimento, mas mudan\u00e7a de mentalidade. \u00c9 necess\u00e1rio enxergar os games n\u00e3o como um canal experimental, mas como uma pe\u00e7a estrat\u00e9gica dentro do ecossistema de m\u00eddia.<br \/>Como sintetiza Scott Galloway, professor e analista de mercado, \u201cas maiores oportunidades raramente est\u00e3o nos lugares mais confort\u00e1veis para as marcas\u201d. Ignorar os games, nesse contexto, pode significar abrir m\u00e3o de uma das fronteiras mais relevantes da aten\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea.<br \/>O papel das ad techs na acelera\u00e7\u00e3o desse mercado<br \/>Nesse cen\u00e1rio, as ad techs desempenham um papel fundamental. S\u00e3o elas que viabilizam a conex\u00e3o entre marcas e plataformas, desenvolvendo solu\u00e7\u00f5es que equilibram efici\u00eancia, mensura\u00e7\u00e3o e respeito \u00e0 experi\u00eancia do usu\u00e1rio.<br \/>Isso inclui desde a cria\u00e7\u00e3o de formatos nativos at\u00e9 o desenvolvimento de tecnologias de segmenta\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise espec\u00edficas para ambientes de jogo. Mais do que intermedi\u00e1rias, as ad techs tornam-se agentes de transforma\u00e7\u00e3o.<br \/>A capacidade de traduzir a complexidade do universo gamer em oportunidades acion\u00e1veis para anunciantes ser\u00e1 um diferencial competitivo decisivo nos pr\u00f3ximos anos.<br \/><br \/><br \/><br \/><br \/>Horizonte em expans\u00e3o<br \/>A m\u00eddia em games representa um dos maiores paradoxos do mercado publicit\u00e1rio atual: um canal com alt\u00edssimo n\u00edvel de aten\u00e7\u00e3o, engajamento e potencial criativo, mas ainda subaproveitado por grande parte das marcas.<br \/>\u00c0 medida que os limites dos canais tradicionais se tornam mais evidentes, explorar novos territ\u00f3rios deixa de ser uma escolha e passa a ser uma necessidade estrat\u00e9gica. Nesse contexto, os games n\u00e3o s\u00e3o apenas uma alternativa, s\u00e3o uma evolu\u00e7\u00e3o natural da forma como as pessoas consomem m\u00eddia.<br \/>Para as empresas que desejam se manter relevantes, o desafio n\u00e3o \u00e9 apenas entender esse universo, mas aprender a participar dele de maneira aut\u00eantica e integrada. Afinal, no jogo da aten\u00e7\u00e3o, ignorar um dos ambientes mais imersivos da atualidade pode ser um risco alto demais para qualquer marca.<br \/>Siga-nos em nossas redes sociais: Instagram e LinkedIn.<br \/>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante d\u00e9cadas, o planejamento de m\u00eddia seguiu uma l\u00f3gica relativamente previs\u00edvel: concentrar investimentos onde a aten\u00e7\u00e3o parecia mais consolidada; televis\u00e3o, r\u00e1dio, m\u00eddia impressa e, posteriormente, plataformas digitais como redes sociais e buscadores. 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